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sábado, 24 de outubro de 2015

NOTA DE IMPROBIDADE PARA NÃO FUGIR A REGRA

Paraipaba

COM INDICAÇÃO DE NOTA DE IMPROBIDADE ADMINISTRATIVA

Prefeitos/Gestores Municipais responsáveis por Prestações/Tomadas de Contas de Gestão rejeitadas pelo TCM, por decisão definitiva, como também por Tomadas de Contas Especiais ou Processos de natureza semelhante, instaurados para exame de ATOS DE GESTÃO praticados em decorrência da aplicação de recursos públicos, e que tenham sido julgados, por decisão definitiva, pela procedência ou pela procedência parcial, COM INDICAÇÃO DE NOTA DE IMPROBIDADE ADMINISTRATIVA.

Lista em ordem alfabética

10 Pessoas ao todo

Nome do Gestor
1ANA CLAUDIA MARTINS DE SOUZA
2ANNA LYDIA RIBEIRO DA SILVA
3CLAUDEMIR SILVA RODRIGUES
4EXPEDITO MORAES MESQUITA
5FRANCISCA HELENA FREITAS TEODOSIO MAIA
6HELAINE COELHO DE SOUSA
7JOSE GUTEMBERG MEIRELES DE SOUSA
8MARIA TEREZA COELHO DE SOUSA
9MARIA VANDERLI CORDEIRO DAMASCENO
10NETA MARIA DA CONCEICAO CAMILO


Nota

N

quinta-feira, 15 de outubro de 2015

FANTASMAS DO PASSADO

Há quase um ano, no mês de dezembro, escrevi um texto que nos dias de hoje está bastante atualizado. Falei das mudanças que nosso município estava passando nas áreas da política e administrativas. Por esse motivo gostaria de transcrever o mesmo neste novo texto fazendo alguns adendos.

O município de Paraipaba está experimentando muitas transformações no campo político e administrativo. No que se refere ao campo político recentemente tivemos uma eleição municipal em que um grupo político que há mais de 30 anos se revezava no poder com seus apoiadores foram derrotados nas urnas. Uma família que ora se estabelecia no Paracuru, ora se estabelecia no município de Paraipaba. Desde de 1982 que essa prática se repetia. Sempre digo que ninguém está no poder, ou melhor, ocupa um cargo político a força, e sim, que o mesmo foi conduzido pelo voto da maioria.

Não me atrevo a dizer que o povo errou, no entanto, a mudança é um sinal de que o político não atingiu os anseios da comunidade, por isso não foi reconduzido novamente.

E no caso do município de Paraipaba foi uma mudança significativa, pois estávamos a beira de criarmos um califado, ou se você quiser, de um  sistema feudal, que anelava se prolongar no poder, tentando chegar a uma 4ª geração de um clã político e ainda com um discurso de mudança.

Imagino que todos saibam que esse tipo de sistema político tende sempre a abusar do poder, passando a se comportar de modo arbitrário e consequentemente ditatorial. 

Em governos democráticos existe a liberdade de expressão e a manifestação de outros direitos coletivos e individuais. Diante dessa argumentação podemos fazer uma leitura dos trinta anos que me referi acima. 

Nunca nesse período de 30 anos se criou um sindicato que representasse qualquer classe de trabalhadores e que se reivindicasse qualquer direito trabalhista. Quando havia qualquer manifestação nesse sentido a retaliação era imediata. Exonerações sumarias, sem ampla defesa e contraditório. Sem direito de crítica ou a opinião. Nesse tempo não se atendia lideres comunitários, associações e representantes de classes e suas pautas.

Paraipaba está prestes a completar 30 anos de emancipação política e já começou a dar os seus primeiros passos em direção a maturidade.  Mas ainda se sente o odor da política vivida há tempos atrás e dos seus representantes. Estes desejosos para voltarem a ocupar a pauta política e histórica de nossa cidade. São pessoas em que nenhum momento pensaram ou buscam o bem social, o possuem um ideal de comunidade, ou um sentimento de nobreza em relação ao nosso município.

Nas eleições presidenciais de 2014, muitos pediram o retorno da ditadura militar, pediram uma intervenção militar. Parece loucura, mais muitos que tinham e tem esse discurso são tidos como letrados ou informados. Quem ler ou quem passou os olhos em um livro de história sabe que a ditadura e que qualquer governo autoritário, mata, tortura a todos que tem opinião contraria as sua concepção.

E me parece que em Paraipaba temos grupos interessados no retorno de fantasmas antigos, de assombrações, de corruptos, do assistencialismo e de outros ismos nocivos.

Estamos finalizando o terceiro ano da administração eleita em 2012, e daqui a dois anos teremos novas eleições, em que estaremos atestando a qualidade do governo atual, podendo reconduzi-lo ou substituí-lo por outro.

Detalhe de suma importância, no caso de renovação, venhamos escolher o novo, o inédito, o esperançoso, o inovador. Isso é possível, basta fazermos uma analise de quem já teve sua oportunidade. O interessante da democracia é o fato de que ela nos dá a oportunidade de não cometermos o mesmo erro. Porque podemos mudar e continuar mudando sem se repetir o passado.

Paraipaba não é mais a mesma, ela está se tornando visível no Ceará e no Brasil. Uma Paraipaba que já tem uma nova geração de jovens. De jovens que frequentam a universidade e escolas profissionalizantes, de homens e mulheres com uma nova cultura e mentalidade. Cada vez mais a Paraipaba de 02 de fevereiro de 1985 vem se transformando e quiçá jamais retroceder.

Como disse há quase uma um ano escrevi o texto acima e me parece que o mesmo está bem atualizado. Sou um leitor assíduo de "O príncipe" e "A arte da Guerra". E o que percebi em seus textos é que quando o Príncipe é bom demais ou mau de mais, ele tende a ser deposto por seu principado. E também quando ele é fraco, tende a gerar impunidade, e com isso não tem o respeito do seus liderados ou comandados. O resultado é surgimento de conspirações e rebeliões. E quando um general não tem a força e liderança o seu exército se dispersa e não tem ânimo para pelejar nas guerras. E o mais grave, é que o reino ou exercito fica sendo alvo de aliciadores estrangeiros, gente de outras terras, sempre com a promessa de dias melhores. 

Talvez, seja isso que esteja acontecendo em Paraipaba. Há uma proliferação de grupos políticos que almejam o trono ou comando da nossa cidade. No cenário atual, temos estrangeiros de outros países querendo comandar ou administrar o nosso reino, sem se quer ter uma linhagem ou proximidade com o povo, apenas com um discurso demagogo. Também temos desertores de outros exércitos querendo ser generais liderando soldados desertores e soldados de outras terras. Temos ex-príncipes querendo o reinado de novo. Temos também o clero querendo o gosto de governar de novo. Temos outros principados que há muitos anos deixaram o reino querendo reinar novamente. Somente devo lembrar aos pretensos ocupantes de cargos príncipes e generais, que os autores do dois livros que citei acima, afirmam que o principado e o exército não esquecem dos seus líderes pelo que  fizeram quando estavam em seus postos de governo.



Dr. Paulo Mourão