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domingo, 23 de novembro de 2014

OLHA VEJAM SÓ

Líder do PT desafia delator e abre todos os sigilos

José Cruz/Agência Senado:


Em nova divulgada na manhã deste domingo 23, o senador Humberto Costa (PT-PE) nega ter recebido R$ 1 milhão em esquema de corrupção na Petrobras, conforme denúncia do jornal O Estado de S. Paulo; reportagem atribui acusação ao delator Paulo Roberto Costa; "Tenho uma vida pública pautada pela honradez e seriedade, não respondendo a qualquer ação criminal, civil ou administrativa", defende-se o parlamentar; petista afirma que denúncia de que recebeu o dinheiro como doação para sua campanha é "inverossímil" e coloca à disposição dos órgãos de investigação seus sigilos bancário, fiscal e telefônico.

LEITURA DINÂMICA

domingo, 16 de novembro de 2014

Prestação de Contas de Governo

Prefeitos Municipais responsáveis por Prestações de Contas de Governo que foram DESAPROVADAS pelas Câmaras Municipais, em decorrência de Pareceres Prévios Desfavoráveis ou Favoráveis do TCM/CE, ou que os resultados de julgamento da Câmara Municipal não tenham sido informados ao TCM/CE, no caso dos Pareceres Prévios Desfavoráveis.

JOANA DARC BATISTA CARVALHO


Prestação de Contas de Governo
ProcessoMunicipioUnidade GestoraExercicioJulgamento da Câmara Municipal (*)Inteiro Teor
6916/11ParaipabaPrefeitura Municipal2010DESAPROVADO32/2013
7874/12ParaipabaPrefeitura Municipal2011DESAPROVADO9/2014

(*)Legenda Julgamento da Câmara Municipal
  • DESAPROVADO: Quando a câmara tiver desaprovada em decorrência de Pareceres Prévios Desfavoráveis ou Favoráveis do TCM/CE
  • NÃO INFORMADO: Quando a câmara não tiver informado o resultado do julgamento ao TCM dentro do prazo constitucional
  • SUSPENSO: Quando o julgamento da Câmara Municipal tiver seus efeitos suspensos em virtude de decisão judicial
Veja outros processos desta pessoa em outras relações:
RELAÇÃO SEM NOTA DE IMPROBIDADERELAÇÃO PRESTAÇÃO DE CONTAS DE GOVERNO


Nota

Paraipaba

COM INDICAÇÃO DE NOTA DE IMPROBIDADE ADMINISTRATIVA

Prefeitos/Gestores Municipais responsáveis por Prestações/Tomadas de Contas de Gestão rejeitadas pelo TCM, por decisão definitiva, como também por Tomadas de Contas Especiais ou Processos de natureza semelhante, instaurados para exame de ATOS DE GESTÃO praticados em decorrência da aplicação de recursos públicos, e que tenham sido julgados, por decisão definitiva, pela procedência ou pela procedência parcial, COM INDICAÇÃO DE NOTA DE IMPROBIDADE ADMINISTRATIVA.

Lista em ordem alfabética

10 Pessoas ao todo

Nome do Gestor
1ANA CLAUDIA MARTINS DE SOUZA
2ANNA LYDIA RIBEIRO DA SILVA
3CLAUDEMIR SILVA RODRIGUES
4EXPEDITO MORAES MESQUITA
5FRANCISCA HELENA FREITAS TEODOSIO MAIA
6HELAINE COELHO DE SOUSA
7JOSE GUTEMBERG MEIRELES DE SOUSA
8MARIA TEREZA COELHO DE SOUSA
9MARIA VANDERLI CORDEIRO DAMASCENO
10NETA MARIA DA CONCEICAO CAMILO


Nota

N

PARA RECORDAR - É O NOVO



sexta-feira, 14 de novembro de 2014

POLÍCIA PARA QUEM PRECISA DE POLÍCIA !!!

O Conversa Afiada reproduz nota à imprensa da Petrobras:

Informações sobre as demonstrações contábeis do terceiro trimestre de 2014


Em complemento ao comunicado divulgado em 13 de novembro de 2014​ (leia em tempo)​, a Petrobras presta as seguintes informações:


A companhia optou pela divulgação das “informações contábeis relativas ao terceiro trimestre de 2014 ainda não revisadas pelos auditores externos” de modo a manter o mercado minimamente informado, em respeito ao princípio da transparência. Busca-se obter até 12.12.2014 um maior aprofundamento nas investigações em curso pelos escritórios de advocacia independentes e órgãos de fiscalização e controle externos, permitindo que eventuais ajustes nas demonstrações contábeis, como consequência das denúncias e investigações relacionadas à “Operação Lava Jato”, sejam adequadamente realizados.


Além disso, em diversos contratos financeiros da companhia, há “obrigação de fazer” (covenant) que determina o encaminhamento das demonstrações contábeis trimestrais, auditadas ou não, após o transcurso do prazo de 90 dias do encerramento do trimestre para os agentes financiadores, o que autoriza a Petrobras a entregar as demonstrações contábeis referentes ao terceiro trimestre até o dia 30.12.2014. Dessa forma, nos termos contratuais, a Petrobras pode apresentar as demonstrações contábeis até essa data.


Com relação ao prazo estimado para a divulgação do Formulário ITR referente a 30.09.2014, acompanhado do relatório de revisão especial emitido por auditor externo, diante das investigações em curso, até o momento não é possível determinar uma data para a divulgação dessa informação contábil. Ademais, a fixação do prazo de divulgação dessas demonstrações contábeis acompanhadas do relatório de revisão dos auditores externos ainda depende de avaliações dos próprios auditores. Assim que houver uma definição nesse sentido, a companhia comunicará ao mercado, com antecedência mínima de 15 dias, a data de divulgação.


Por fim, as agências de risco serão informadas dos motivos pelos quais a companhia não divulgou as demonstrações contábeis revisadas referentes ao terceiro trimestre dentro do prazo legal, assim como das ações que vêm sendo tomadas pela Petrobras.

quarta-feira, 12 de novembro de 2014

MAIS UM MÉDICO E NÃO MAIS MÉDICOS

publicado em 11 de novembro de 2014 às 12:51
detalhe
detalhedois
segunda-feira, 10 de novembro de 2014
Não dá pra ficar calado!!!

por Hudson Vilas Boas, que como o médico é de Poços de Caldas, no Dissolvendo no Ar
“Um dia vieram e levaram meu vizinho que era judeu. Como não sou judeu, não me incomodei. No dia seguinte, vieram e levaram meu outro vizinho, que era comunista. Como não sou comunista, não me incomodei.”. Mas “no quarto dia vieram e me levaram. Já não havia ninguém para reclamar”.
(Martin Niemoler)
Ao ler a famosa frase do pastor luterano nascido na Alemanha e testemunha dos horrores da Segunda Guerra Mundial, simplesmente não dá para ficarmos calados diante da onda de ódio, preconceito e intolerância que toma conta de alguns setores ditos “politizados” do Brasil.
Escolhermos nos calar nesse instante, significa pecarmos por omissão diante do monstro que aos poucos vai sendo fomentado por uma elite que se recusa a repartir até migalhas, quanto mais construir uma sociedade minimamente civilizada e que faça jus, ao menos, de ser chamada de democrática.
Estou lendo com muita atenção a obra recém lançada do filósofo francês Jacques Rancière “Ódio à Democracia” e é incrível perceber o quanto a conquista de direitos por minorias – entendamos por minoria os oprimidos política, cultural e economicamente – traz consigo a intolerância daqueles que antes detinham determinados privilégios.
Temos vivido isso nessas primeiras semanas pós eleições. Na verdade uma certa onda de intolerância e preconceito já nos ronda bem antes da campanha desse ano. Quem não se lembra da frase recheada de preconceitos jactada por Jorge Bornhausen em 2005?
Naquela oportunidade o então senador pelo PFL de Santa Catarina expôs o sentimento de muitos dos seus confrades ao se referir ao PT, seus membros e simpatizante como “raça” – “Vamos acabar com essa raça. Vamos nos ver livres dessa raça por pelo menos 30 anos”.
No entanto, após promulgado o resultado da última eleição presidencial em que sagrou-se vencedora a presidenta candidata a reeleição, todo e qualquer pudor foi prontamente deixado de lado e foram retirados do armário esqueletos de intolerância, ódio e preconceito.
O fascismo deixou de ser apenas flertado por parte de nossa “elite” e foi assumido sem nenhum rubor. Os militares chamados de volta e o Brasil, do dia para a noite, se converteu numa república bolivariana, comunista, soviética…
Nesse contexto pobres, negros, mulheres, militantes dos mais diversos movimentos sociais, sindicalistas, homossexuais, defensores dos direitos humanos, mas sobretudo nordestinos (esses nos últimos dias ganharam a companhia de cariocas e mineiros) passaram a ser tratados como escória da humanidade e sujeitos incapazes de participar de forma plena da sociedade, tendo que ser constante e permanentemente tutelados.
Todo esse “povo” que faz parte da sociedade brasileira, na visão elitista forma um grupo de preguiçosos, indolentes, inaptos, idiotas que se vendem em troca dos parcos benefícios oriundos dos programas sociais financiados pelos exorbitantes impostos pagos por quem realmente trabalha, mas é massacrado diuturnamente pela presença do Estado aparelhado pela camorra que dele se apropriou há 12 anos.
Portanto, nada mais justificável do que, por exemplo, chamar nordestinos de antas, mineiros de burros e ao mesmo tempo clamar para que uma intervenção militar livre o Brasil desse governo corrupto bolivariano, comunista, soviético…
É essa visão preconceituosa, divorciada de qualquer nexo com a realidade, difusora do discurso do ódio, da intolerância e do autoritarismo que somos obrigados a combater se quisermos de fato avançar na construção de uma sociedade mais justa, mais igual, mais democrática.
Se quisermos de fato sairmos do atual estágio de democracia meramente formal para alcançarmos aquilo C. B. Macpherson chama de democracia substancial. Democracia substancial é justamente aquela cujos poderes transpassam a esfera das instituições estatais e torna a sociedade civil organizada sua co-protagonista.
Infelizmente não conseguiremos chegar a tanto enquanto parte de nossa sociedade preferir viver na Idade das Trevas ao invés do século XXI.
Ontem eu estava lendo um artigo dedicado a contar um pouco da história do Partido Operário Social Democrata da Suécia e seus ininterruptos e incríveis 40 anos no poder.
Não dá pra comparar Suécia com Brasil e menos ainda o sistema parlamentarista dos escandinavos com nosso presidencialismo torto. Mas o que achei interessante é que em muitos momentos houve na Suécia um consenso entre governo e oposição em torno de temas que mudariam a face da sociedade sueca.
Como pensar em algo assim no Brasil quando o partido que perde uma eleição sequer reconhece sua derrota? Pior, acaba com isso incitando (diretamente ou não) o clima de nós contra eles, de Brasil dividido por conta do mapa eleitoral.
Pena, ainda estamos anos-luz de sermos uma sociedade minimamente civilizada. Ainda falta muito para termos uma sociedade na qual haja uma defesa intransigente das liberdades individuais e radical dos direitos coletivos.

domingo, 9 de novembro de 2014

O FACISMO DA MÍDIA

Mídia conservadora aperta o cinto no fim de uma era de dominação



Derrotada nas urnas, a mídia conservadora brasileira prepara-se, a passos largos, para tempos difíceis logo adiante, com a possível edição da Lei da MídiaDemocrática, que deverá retirar dos grandes veículos de comunicação a supremacia na captação da publicidade estatal, responsável, em alguns casos, por mais de 70% do faturamento destas empresas. A última e desesperada tentativa de manter ostatus quo, no qual asseguram mais de 90% de cada real aplicado em propaganda, nas três esferas do Poder, foi um golpe às vésperas do segundo turno nas eleições presidenciais, frustrado com a vitória da candidata petista, Dilma Rousseff. Na tentativa fracassada de derrubar o prestígio da presidenta Dilma junto aos eleitores, a revista semanal de ultradireitaVeja estampou na capa uma chamada na qual sugeria que o ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva e sua sucessora “sabiam de tudo” acerca da corrupção na estatal Petrobras. A Editora Abril, dona de Veja, já responde a um processo, na Justiça comum, pela publicação da reportagem sem qualquer prova, mas a matéria foi prontamente reproduzida pelas Organizações Globo, pela Folha de S. Paulo, O Estado de São Paulo e demais satélites destes principais integrantes do cartel midiático que, hoje, domina o setor no país.

Na noite passada, em conversa com jornalistas, a presidenta falou sobre temas centrais de sua próxima gestão, entre eles a regulação da mídia. Sobre este assunto, Dilma Rousseff voltou a negar qualquer intenção de interferir na produção do conteúdo, mas defendeu a regulação econômica de um dos segmentos mais concentrados da economia nacional.

– Defendo a liberdade de expressão e ela não é só liberdade de imprensa, mas é o direito de todo mundo que tiver uma opinião, mesmo que você não concorde com ela, ele tem direito de expressar. Tem direito de se expressar até contra a Democracia. Outra coisa diferente é confundir isso aí com regulação econômica, que diz respeito a processo de monopólio ou oligopólios que pode ocorrer em qualquer setor econômico, onde se visa o lucro. O Conselho Administrativo de Defesa Econômica (Cade) está aí para isso em qualquer setor. Mas qualquer outro setor, como transportes, energia, petróleo… tem regulações e a mídia não pode ter? Estou falando sobre o que ocorre em muitos países do mundo. Centros democráticos. Ou alguém desconhece a regulação que existe nos Estados Unidos? Desconhece a regulação na Inglaterra? Do meu ponto de vista, é uma das mais duras. Estou dando dois exemplos de situações que não temos que ser iguais. Não quero para nós uma regulação tal qual a norte-americana – disse.

Dilma fez questão de frisar que as medidas a serem adotadas não visam atingir asOrganizações Globo, embora esteja no centro do cartel formado pelas grandes empresas de comunicação no país.

– Ela está mais diluída. Não acho que a Rede Globo é o problema. Isso é uma visão que eu acho velha sobre o que é a regulação da mídia. Velha. Porque é a gente estar demonizando uma rede de televisão. Quando você tem que ter regras que valham para todo mundo. Não só para eles. Não só não misturo essa discussão com mecanismos de censura, como repudio. Eu não represento uma parte. Eu quero representar o todo. E isso jamais poderá ser feito sem uma ampla discussão da sociedade. É o tipo da coisa que exige uma consulta pública – adiantou.

Tempos bicudos

Ao longo das últimas décadas, em tempos anteriores à instauração da ditadura militar, as principais concessões de TV e os jornais conservadores receberam dos governos federal, estaduais e municipais; do Poder Legislativo e do Judiciário fortunas capazes de transformar, por exemplo, a família do jornalista falecido Roberto Marinho na mais rica do país, com recursos acumulados na faixa de R$ 120 bilhões. Os demais herdeiros dos proprietários de meios de comunicação também figuram entre os mais ricos do Brasil. Ao longo dos últimos 12 anos de governo do PT, pouco ou nada mudou na distribuição dos recursos investidos em publicidade, o que manteve a acumulação de riqueza por parte dos principais adversários dos governos Lula e Dilma. Após a tentativa frustrada do golpe midiático, os partidos de esquerda passaram a exigir da presidenta Dilma a edição da Lei da Mídia Democrática, o que determinou uma nova resposta por parte dos meios conservadores de comunicação.

Um dia depois de demitir a colunista Eliane Cantanhêde, um dos maiores salários do diário conservador paulistano Folha de S. Paulo, a empresa da família Frias pediu as contas do jornalista Fernando Rodrigues, outro importante colunista político da direita. Ele estava há 27 anos naquele jornal e oficializou, nesta manhã, o que já se especulava nas redes sociais desde a noite passada. Em uma nota, intitulada Aviso aos navegantes, Rodrigues informou que “a partir desta sexta-feira (7.nov.2014), estarei aqui no UOL (onde já estava desde o ano 2000) e nos comentários matinais na (rádio Jovem Pan) JP (no ar desde 2006). Depois de 27 anos, encerrei minha colaboração no jornal Folha de S.Paulo”.

As demissões dos seus colaboradores mais caros apenas encabeçam uma longa lista de nomes do jornalismo que trabalham há décadas na publicação. Em fase de corte de gastos, a Folha de S. Paulo já demitiu cerca de 25 profissionais nos últimos dias. Os cortes na redação, segundo o Portal dos Jornalistas, teriam começado na terça-feira, com a saída de 15 pessoas, e continuado na quarta.