OS ETERNOS DE PARAIPABA
Essa crônica é uma grande homenagem que faço aos familiares
dos que já partiram e que, no entanto, deixaram um enorme legado de boas
lembranças. Eles viveram na Paraipaba velha e na Paraipaba nova, e ajudaram a
construir o nosso município de hoje.
Começo pelo seu Evaristo Gomes, militar respeitado da
Paraipaba velha, sendo este irmão do Raimundo Carneiro, o maior goleiro do time
da Paraipaba e cunhado do Luiz Simplício, mas conhecido como Luiz Pezão, meu
amigo de cabelos alvo, e também amigo do Oldemburgo Braga, filho da dona Duquesa,
a Quesinha para os mais achegados.
Ela, a Dona Duquesa, era amiga da dona Altina Laranjeira, que
deu nome a uma escola municipal, a mais antiga da cidade, mãe do seu Otacílo
Moreira. Ela também era conhecida do seu Zé, conhecido popularmente como Zé
Pequeno. Ele, o seu Zé Pequeno, vendia gás ao senhor Olavo, que trabalhava
fazendo frete à população em sua Belina avermelhada, este fez corrida ao senhor
Antônio Néu, dono do famoso Club Iracema ou Club do Antôi Néu, que ficava perto
da Praça Matriz, quase do lado do Afonso do cartório, esposo da dona Terezinha
de Paiva, pais do Toin do Afonso. O seu Antônio Néu era sobrinho do seu
Raimundo Néu, pai do Dadá e do João Néu.
O seu Raimundo Néu era dono de um bar próximo ao antigo
galpão. Este era vizinho do seu Tozim, irmão do seu Zeca Pequeno, mais
conhecido como Cabeção, ele não gostava desse apelido. O seu Tozim também
conhecia o seu Zé Galego da Cerâmica, que tinha como vizinhos a Dona Carmélia e
seu Amadeu. Este conhecia a Dona santa, mãe do seu Zé Maneiro e do Bem-te-vi,
do Chaga bila e Joãozinho.
Ela, a Dona Santa, vivia perto da Dona Birica e do seu Zé
Carneiro. Que conhecia o seu Raimundo Braga e dona Oguiana, e seu Raimundo Vaqueiro,
pai do Celso pegador de gado, do seu Edmilson, treinador do time da Paraipaba,
esposa da Dona Zelnira. O seu Joaquim Simplício e sua esposa, Dona Mirtes,
conheciam o seu Ananias Braga, que tinha uma casa próxima à dona Cruzinha,
esposa do Zé Bento, que tinha parentesco com o seu Neném Bento, no caso era
filho. O seu Neném Bento, que vendia peixe, era pai do João Bento das Câmboas.
O seu João Bento comprava na bodega do seu Otacílo Moreira, que também vendia
para o seu Josué Moreira, pai da Dona Dalva Moreira.
O Otacílio também vendia para o seu Milton da lagoinha. Este,
por sua vez, conhecia o Raimundo Gomes, que conhecia Zeca Braga e Manoel
Simplício, conhecido como Manezão, que bebia vinho perto do Pêdo Mourão, e
aproveitava e conversava vários assuntos com seu Humberto Viera, esposo da Dona
Iraniza, que conhecia a Minha avó, Maria Mourão, que era cunhada do Joaquim
Viana, irmão do Zé Viana da Cana Brava, ambos filhos do seu Domingos Viana.
Também acredito que o seu Joaquim Carneiro, responsável pela
Gurita da entrada da cidade, pai do Abimael da rádio, conhecia todos os citados
acima. Acho que o seu Chico Batista, do posto de gasolina, esposo da dona Luiza
Braga, também conhecia a todos.
A Rita Bidó também, acredito, conhecia essa gente toda. E o
seu Agenor barbeiro contou o cabelo e tirou a barba de muitos desses e também
do seu Expedito da dona Ernestina, pai do Expedito professor.
Creio que pude relembrar aos amigos e parentes dessas
queridas pessoas, quão significantes elas foram. Acho que as palavras que estes
disseram e gestos que fizeram, vestimentas que usaram, foram em algum momento
da leitura desta crônica vistos em suas memórias.

